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Em benefício da educação
João Carlos Firpe Penna A história contada nas próximas páginas é fruto de uma longa conversa entre o presidente do Projeto Linha Direta, Marcelo Chucre da Costa, e o jornalista João Carlos Firpe Penna. Natal de 1996. Pelos quatro cantos do mundo, amigos e familiares se reúnem para o tradicional almoço de 25 de dezembro. Em uma dessas confraternizações, em Belo Horizonte, tio e sobrinho conversam animadamente, falando sobre a vida pessoal e, principalmente, sobre os desafios profissionais. O tio, presidente de uma entidade de classe, fazia mil planos para modernizá-la e difundi-la cada vez mais; o sobrinho, jovem de 21 anos, estava fazendo pós-graduação em Marketing na Fundação Getulio Vargas e mantinha-se atento a tudo o que o tio dizia, interessado em saber como funcionava uma entidade como aquela. O espírito empreendedor do jovem estudante já o colocava antenado no papo, em busca de alguma oportunidade de atuação profissional. ![]() Não deu outra: a conversa rendeu frutos. Dias mais tarde, o sobrinho, Marcelo Chucre, começa a freqüentar o local de trabalho do tio, Eliziário Pereira Rezende, então presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep/MG). Marcelo havia se formado em ciência da computação, mas, desde antes do final do curso, sabia que aquela não era sua praia. Aos 17 anos, para se ter uma idéia, eu estava entre computação e medicina... Optei pela primeira, pois meu pai e alguns primos, de certa forma, atuavam na área. Mas logo no início do curso vi que meu futuro não estaria ali. Eu era muito comunicativo e poderia ter outras opções profissionais. De qualquer forma, resolvi ir em frente. Tive um ótimo desempenho acadêmico, mas, com certeza, não seria um bom profissional na área. Eu concluí o curso de ciência da computação, na PUC Minas, mas só fui buscar o diploma tempos depois. Logo, surgiu a chance de estudar marketing na FGV, mas eu não tinha dinheiro para bancar. Meus pais estavam se aposentando e não seria fácil para eles continuarem a arcar com os custos dos meus estudos, apesar de eu ser filho único. Mesmo assim, eles acabaram topando o sacrifício, sem me questionar, e dando todo o apoio necessário. No Sinep, Marcelo passa a acompanhar – e, posteriormente, a coordenar – uma pesquisa de telemarketing que estava sendo feita com os dirigentes das escolas filiadas, visando identificar demandas não atendidas pela entidade. Era um levantamento minucioso, que daria à direção do Sindicato uma espécie de radiografia das necessidades das escolas particulares em Minas Gerais. A conclusão da pesquisa coincidiu com a fase final da minha pós-graduação na FGV, que exigia, como conclusão de curso, a construção de um Planejamento Estratégico para a criação de uma empresa. De posse dos resultados da pesquisa, percebi que havia demandas para a prestação de alguns tipos de serviços, que fugiam à missão do Sindicato. Foi nesse momento que tive o feeling de que eu poderia criar uma empresa para suprir algumas daquelas demandas, cujo atendimento não estava na vocação do Sinep. O meu Planejamento Estratégico de conclusão do curso foi elaborado, então, em cima da empresa que eu sonhava criar, chamada Projeto Linha Direta (PLD). ![]() Tenho muito orgulho de dizer que o Projeto Linha Direta só se tornou viável em função do apoio integral que recebi do Sinep/MG, presidido pelo Eliziário. E não foi só ele que ajudou, mas toda a diretoria da entidade. Na verdade, o PLD surgiu de um tripé importante: do apoio de meus pais (Munira e Dárcio), do meu espírito empreendedor e da oportunidade que o Eliziário me deu. Estava na hora de sonhar alto. O PLD nasceu, portanto, em 1997, fruto de uma idéia simples, mas muito bem adequada às demandas do mercado de educação. Em um primeiro momento, o Projeto surge como um elo entre o Sindicato e alguns parceiros estratégicos, que poderiam gerar benefícios e diferenciais para as escolas sindicalizadas, por meio de melhores condições de compra e descontos especiais na aquisição de produtos e serviços negociados pelo Projeto Linha Direta. ![]() Nesse sentido, com o respaldo do Sindicato, o PLD passa a atuar no mercado, visando identificar, selecionar e negociar com empresas que poderiam disponibilizar, com qualidade e condições diferenciadas, seus projetos, produtos e serviços para as escolas filiadas ao Sinep/MG. O Projeto priorizou, de início, uma das principais demandas das escolas, que era a negociação diferenciada de material escolar. Naquele momento, eu estava com 22 anos e não tinha um centavo no bolso – nem mesmo para investir na produção de um cartão de visitas. Era preciso sensibilizar empresas que acreditassem na viabilidade do nosso projeto. ![]() O PLD começou a se consolidar a partir das primeiras parcerias e, na seqüência, surgiu a idéia de se criar a Revista Linha Direta, que serviria como apoio às atividades do Projeto. A linha editorial da publicação era muito clara, e seu diferencial iria, certamente, ser determinante para o seu sucesso. Já havia no país várias revistas – de boa qualidade – voltadas para o dia-a-dia da educação em si. Mas nada existia em termos de uma publicação focada na gestão do negócio. E ela contava, também, com a representatividade de um sindicato patronal que era porta-voz dos dirigentes. Não seria difícil ocupar um espaço para falar sobre gestão por meio de uma publicação direcionada inteiramente aos mantenedores das escolas – o gestor e a liderança. Eu sabia que iríamos cair numa vala comum se criássemos uma revista de educação com conteúdo apenas pedagógico, pois concorreríamos com muitas publicações boas e com mais tradição no mercado. Então, tínhamos de buscar um outro enfoque que, aliás, era o de minha formação como especialista em marketing. ![]() Estávamos em 1997 e, nessa época, ainda era meio complicado falar em marketing, em profissionalização, em auto-sustentabilidade e em lucro dentro de muitas escolas particulares. Este paradigma estava começando a ser quebrado. Nós, então, entramos com uma linguagem mais avançada e com uma mensagem extremamente agressiva, apostando na profissionalização e no desenvolvimento de parcerias com empresas sérias, que poderiam contribuir para a melhoria da gestão das instituições de ensino, afirmando ainda que os gestores das escolas tinham que se portar como empresários da educação – tudo isso de forma legítima, sem temores ou constrangimentos. ![]() Era preciso usar todas essas expressões de mercado, para desmistificálas na área educacional. E não importava se as escolas eram com ou sem fins lucrativos. Lembro-me de que o contexto da época foi muito favorável, e o terreno, muito fértil para que este tipo de mensagem começasse a ser trabalhado e explorado. Isso coincidiu também com o momento do Sinep/MG, que passava por uma modernização e uma profissionalização. Na verdade, tudo convergiu de maneira positiva. Os ventos estavam soprando a favor! ![]() Chegou finalmente um dos momentos mais importantes da história do PLD: o lançamento do número zero da Revista Linha Direta. Duas empresas apostaram na idéia e bancaram, gratuitamente, a produção daquela edição: a agência de propaganda Aliás, que desenvolveu o projeto gráfico, e a gráfica Rona, que a imprimiu. O lançamento aconteceu após Assembléia Geral do Sinep/MG, no dia 22 de dezembro de 1997, quando Marcelo falou para os presentes sobre os objetivos do Projeto Linha Direta. Para coroar o evento, o Banco Boa Vista patrocinou o coquetel de lançamento naquela noite. O número zero da Revista foi, então, enviado para todos os estabelecimentos de ensino filiados ao Sinep/MG, e também para os sindicatos das escolas particulares dos outros Estados. Estava lançada a semente. Então, era torcer para que ela florescesse e desse os frutos que seriam colhidos no futuro. Eu tinha a convicção de que a Revista seria um instrumento indispensável para o sucesso do PLD e dos negócios dos nossos parceiros. A publicação funcionaria como uma expansão de nossas atividades, divulgando os diferenciais negociados com as empresas parceiras, além de conteúdos pertinentes ao dia-a-dia dos mantenedores, de modo que ela precisaria ter uma abrangência nacional. Como ainda não tínhamos recursos próprios, as parcerias eram fundamentais. ![]() O PLD, desde o início, trabalhou para viabilizar parcerias capazes de levar alternativas de qualidade a um preço acessível para as instituições de ensino. O objetivo, portanto, não era oferecer a elas simplesmente o menor preço em produtos e serviços. A idéia era negociar, com empresas de reconhecida competência e idoneidade, diferenciais para as escolas. À medida que isso ocorresse, o Projeto estaria garantindo sua expansão e fidelizando as escolas ao Sindicato, pois os benefícios seriam disponibilizados apenas para as instituições sindicalizadas, num trabalho sempre integrado e de mão dupla. Nesse contexto, o PLD passa também a viabilizar, com a participação das empresas parceiras, seminários, cursos, workshops, capacitações e treinamentos, formatados sob medida para o Sindicato, de acordo com as demandas das instituições de ensino. Naquela época, era difícil para o Sindicato oferecer tudo isso sem repassar os custos para as escolas. Através da articulação do Projeto Linha Direta junto às empresas parceiras, tornava-se possível conciliar os interesses e, conseqüentemente, viabilizar esses projetos sem onerar as escolas, pois quase sempre as empresas parceiras arcavam com as despesas, devido à visibilidade proporcionada. ![]() Percebemos que estava na hora de crescer. A maioria das empresas que se tornavam parceiras do Projeto Linha Direta tinham atuação nacional no mercado. O PLD começou a ser reconhecido como uma empresa não só de prestação de serviços, mas também de consultoria. Sinepe’s de outros Estados passaram a nos procurar, na perspectiva de entender melhor que tipo de trabalho estávamos fazendo. Tinha chegado a hora de passar a palavra sindicato para o plural. Em 1998, Marcelo sai de Belo Horizonte para a primeira de muitas viagens interestaduais. Vai até o Espírito Santo apresentar o PLD no Sinepe capixaba. De lá para outros Estados foi um pulo. São realizadas viagens para Brasília, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Os diferenciais e os treinamentos oferecidos fora de Minas passam a ser um sucesso. A Revista já representava algo de novo, que estava surpreendendo o mercado. A logística de sua distribuição era sempre por meio dos Sinepe’s. ![]() Eu percebi, naquele momento, que poderíamos, efetivamente, romper as barreiras das montanhas de Minas Gerais, apesar das minhas limitações financeiras. Vale lembrar que, naquela época, eu havia percorrido vários Estados brasileiros de ônibus. Saía na noite anterior às reuniões, viajava toda a madrugada e chegava à rodoviária local com o terno na mão. Ali mesmo escovava os dentes, trocava de roupa e ia cumprir a agenda de reuniões. ![]() Passava o dia todo trabalhando e apresentando o Projeto Linha Direta para as lideranças dos sindicatos. No final da tarde, quase sempre assinávamos o contrato de parceria. Eu voltava, então, para a rodoviária e enfrentava mais uma noite na estrada, para voltar a BH. Isso aconteceu por muitos e muitos meses. ![]() A cada encontro com novos sindicatos, crescia a percepção de que o Projeto Linha Direta tornava-se importante para as entidades e para o mercado de educação. Rapidamente, crescia também o número de empresas interessadas em conhecer mais de perto o Projeto e, num segundo momento, dispostas a investir nele. A relação com os sindicatos vai se tornando cada vez maior, com forte expansão para outros Estados. Entrar em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, foi uma tendência natural. Os treinamentos e os eventos passaram a ser realizados de forma mais intensa e o retorno era imediato, não só para as empresas parceiras que investiam nessas ações, mas também para os sindicatos, que viveram uma fase de ampliação do número de estabelecimentos filiados. Um registro importante: o Projeto Linha Direta sempre se posicionou como uma empresa disposta a ajudar os sindicatos a prestar um serviço cada vez melhor para as escolas filiadas. Com o apoio das empresas parceiras, que deram massa crítica e suporte financeiro, o Projeto começa, efetivamente, a colaborar com o aprimoramento da gestão das instituições de ensino. Em 1999, o PLD passa, portanto, a existir numa perspectiva empresarial, com visibilidade nacional e já incorporando outras pessoas que seriam importantes nessa caminhada. Ele já podia contar com uma equipe competente de consultores e outros profissionais da área de educação. Por sua vez, a Revista Linha Direta mantinha a periodicidade mensal e se tornava, pela sua distribuição regular e capilarizada, cada vez mais fundamental para o Projeto. ![]() Não tenho dúvidas de que aquele negócio estava deixando de ser um filho do Marcelo Chucre e tomando proporções definitivamente profissionais. Em meados de 1999, nós já tínhamos uma visão mais empresarial, apesar das dificuldades. Assim como a empresa tinha trabalhado de forma deficitária por um bom tempo, o orçamento da Revista esteve no vermelho pelo menos durante dois anos. Mas eu tinha muita persistência, sempre tive certeza de que aquela era uma idéia muito bacana, que estava se transformando em um projeto útil, em um negócio rentável. Durante dois anos, trabalhei sem recursos, sempre contando com todo o apoio dos meus pais. A essa altura, eu ainda viajava de ônibus – não propriamente por necessidade, mas para economizar, visando melhorar a cada edição a qualidade da Revista e incorporar mais pessoas ao Projeto. A partir de 2002, o PLD deu um salto: não seria mais preciso viajar de ônibus... Do ponto de vista da estrutura do negócio, o Projeto passa por uma fase de expansão entre 2001 e 2002, época em que se consolida definitivamente, e tem condições, pela primeira vez, de trabalhar com um planejamento e uma situação orçamentária que permitia a evolução qualitativa e quantitativa das atividades. O Projeto acolhe, então, uma profissional importante – Daniela Lobato, que assume um papel estratégico na organização. Alguns consultores também têm participação fundamental, como os educadores Fernando Caramuru, Paulo Volker e Angélica Sátiro, dentre outros. Nesse momento, um fato viria a ser o divisor de águas na história do Projeto Linha Direta. Ocorreu, em 2002, sua maior conquista: o apoio e a chancela oficial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), uma das entidades mais respeitadas do mundo em termos de educação, ciência e cultura. A negociação com a UNESCO durou mais de um ano e foi extremamente difícil. Na verdade, não foi bem uma negociação, mas uma avaliação do Projeto e da Revista por parte deles. Acabei me encontrando com o representante da UNESCO no Brasil, Jorge Werthein, em outubro de 2002. Seus assessores agendaram um encontro comigo, aproveitando a ida dele para um evento em Ouro Preto (MG). Nós nos encontramos no hotel Nossa Senhora do Rosário. Ele me chamou para uma sala e tivemos um encontro de cinco minutos, em que ele me disse: “Já conheço a seriedade e a qualidade do seu trabalho e de sua empresa, que venho acompanhando por meio da Revista, que tem muitos valores, a começar pelos nomes do Conselho Consultivo. Eu posso te dizer o seguinte: a UNESCO vai te dar muito trabalho, pois vamos explorar ao máximo as potencialidades do Projeto Linha Direta.’” A primeira coisa que fiz ao sair do encontro foi ligar para a minha equipe e comunicar a parceria. Meu pai, naquela ocasião, dirigia o carro. Virei para ele e falei: “Olha, agora ninguém segura mais esse Projeto”. Saímos passeando de carro, e eu me lembrando do encontro. Só conhecia o Jorge pela TV e pelos jornais. Quando ele falou, em cinco minutos, que conhecia meu trabalho, a Revista, e que a UNESCO iria usar muito a publicação, uma sensação muito boa me invadiu. Definitivamente, tudo aquilo deixava de ser um feeling e um sonho para se tornar uma realidade sólida, com apoios e parcerias de peso. Senti uma imensa segurança no PLD naquele momento, e tive a certeza de que seriam muitas realizações pela frente. Todo o esforço tinha valido a pena. Naquele momento eu estava tão extasiado que não chorei. Depois, tive várias reuniões com o Jorge e ficamos amigos. ![]() Mas não foram poucos os momentos em que me emocionei antes. Várias vezes eu chorava sozinho, dentro do ônibus, durante as viagens. Durante reuniões, eu me emocionava ao falar do Projeto Linha Direta. Era uma sensação inexplicável, aquilo que acontecia comigo. ![]() Assim, a UNESCO passa a apoiar integralmente os projetos desenvolvidos pelo PLD, a começar pela Revista. Além da contribuição mensal com artigos, a UNESCO passa a distribuí-la para 2 mil entidades ligadas à educação no país – entre lideranças e órgãos governamentais. A parceria com a UNESCO e com os sindicatos consolida a presença do Projeto Linha Direta no mercado educacional de todo o Brasil. Nada menos que 11 mil estabelecimentos de ensino já recebiam regularmente a Revista, por meio dos seus respectivos sindicatos. O Projeto, finalmente, estava presente em todos os segmentos – das escolas de educação infantil às de ensino superior. Uma outra perspectiva importante – e até então inédita – começa a surgir, a partir da chancela da UNESCO, que já tinha ampliado a credibilidade e a legitimidade do Projeto: ele passa a ter maior visibilidade junto aos secretários de educação, aos órgãos governamentais de ensino e a outras entidades ligadas às escolas públicas. Nós pudemos descortinar, naquele momento, uma grande possibilidade: começar a sonhar em atender e beneficiar, também, as lideranças das escolas públicas do país. Nós chegamos, então, até o Gabriel Chalita, que nos concedeu uma entrevista – destaque de capa da Revista Linha Direta de novembro de 2003. Além de secretário de Estado da Educação de São Paulo, Chalita era o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação – Consed. Em pouco tempo, a entidade também passaria a apoiar o Projeto Linha Direta. Era a interlocução de que precisávamos para nos aproximar do ensino público. ![]() O PLD amplia sua abrangência, passando a defender a educação de qualidade em geral, seja ela particular ou pública. Com o objetivo de diversificar cada vez mais o leque dos múltiplos olhares sobre a educação no país, a Revista abre suas páginas para veicular também reflexões e contribuições oriundas do Poder Legislativo Federal. A partir de 2005, ela passa a publicar um artigo mensal redigido por parlamentares – independente da coloração partidária ou ideológica – com atuação na área educacional, em ação coordenada pela Comissão de Educação da Câmara Federal, através do deputado Átila Lira. ![]() Em 2006, o Projeto dá um novo e significativo passo, que era a grande meta para o ano em que completa uma década de existência: amplia a distribuição da Revista Linha Direta para os secretários municipais de educação. ![]() Essa nova expansão vem coroar os dez anos de existência do nosso trabalho e representa a realização de mais um sonho. Agora, podemos dizer que, na prática, fechamos todo o ciclo da educação, atingindo as principais lideranças da escola pública e privada em todos os níveis de ensino. ![]() Ainda há quem nos pergunte: a Revista não será distribuída para todos os professores e educadores do país? Isso seria maravilhoso, mas não podemos perder o foco inicial, responsável pelo nosso sucesso, que é trabalhar em benefício das lideranças educacionais, tanto do setor público quanto do privado. Nós temos muitos professores assinantes, mas temos que nos lembrar de que não somos uma editora. Hoje, o Projeto Linha Direta tem funções bem claras e definidas: investir no aprimoramento e no atendimento de seus contratos de consultoria e prestação de serviços com os Sinepe’s, empresas e demais entidades representativas que o integram. Na prática, o Projeto monitora e desenvolve pesquisas contínuas para mapear e detectar novas necessidades do mercado de educação, bem como identificar oportunidades que agreguem valor e proporcionem retorno para seus parceiros. Em outra frente de atuação, o Projeto continua incorporando consultores de reconhecida competência, capazes de atender às diversas demandas das instituições de ensino, especialmente no que diz respeito à capacitação, que sempre foi sua prioridade. Há, ainda, investimentos no aperfeiçoamento do atendimento aos parceiros, já que o Projeto Linha Direta trabalha com consultoria e prestação de serviços customizados, ou seja, específicos e personalizados para as empresas e entidades representativas que o contratam. Bem, o que temos pela frente? Nosso desafio hoje, creio, não é inventar um novo negócio, mas reinventar formas de o Projeto Linha Direta continuar agregando valor às instituições de ensino e se relacionando com as em nosso trabalho ao longo desses dez anos e que já fazem parte da nossa história. A gente trabalha em sintonia – e com muita sinergia – com todas elas. O Projeto Linha Direta mantém no ar um Portal –www.linhadireta.com.br – que vem sendo aprimorado com o tempo. Ele tem atualização constante e é de grande utilidade para os parceiros, que encontram ali muitas informações e serviços de interesse, incluindo links específicos para o segmento educacional. ![]() Ao completar dez anos, portanto, o PLD está totalmente focado na prestação de serviços e no atendimento das demandas do mercado educacional, trabalhando sempre em parceria com as principais entidades representativas da educação brasileira e com grandes empresas que atuam neste segmento, oferecendo também produtos já consolidados, como a Revista e o Portal. Como fundador e presidente da empresa, não tenho dúvidas de que nossa missão é continuar sendo uma organização aberta à participação de todos os que trabalham na árdua, porém gratificante tarefa de educar. Tenho consciência, hoje, dez anos depois do início de tudo, de que o Projeto Linha Direta não me pertence mais, pois ele foi construído por inúmeras mãos e mentes que trabalham em benefício da educação. Trata-se de uma empresa com vocação para reunir pessoas e compartilhar com elas o sonho de transformar a nossa sociedade através da educação. O Projeto Linha Direta defende a pluralidade das idéias como forma de se buscar um caminho adequado e democrático para a promoção da melhoria constante da educação do país. Nesse sentido, o aperfeiçoamento contínuo das instituições de ensino tem de passar, necessariamente, pela busca constante de maior eficiência na gestão como um todo – dos processos às pessoas. Não se deve deixar de lado, nesse contexto, os projetos de responsabilidade social, que podem caminhar em perfeita sintonia com os grandes propósitos da escola contemporânea. Agora que o leitor conhece um pouco mais desta história, entremeada de momentos de dificuldades e conquistas, sinto-me à vontade para deixar uma mensagem final sobre o futuro. Com toda certeza, ainda temos um caminho inesgotável pela frente, a ser trilhado com a mesma energia, o mesmo compromisso, a mesma seriedade e dedicação. Por isso, é preciso agradecer, veementemente, a todas as entidades e empresas parceiras que fizeram parte dessa história, aqui resumida em tão poucas páginas. E, principalmente, é preciso agradecer às pessoas que não foram citadas aqui, pois poderíamos cometer injustiças com omissões involuntárias. Mas todas elas sabem como foram importantes em alguns – ou em muitos – momentos dessa trajetória. Nos últimos dez anos, eu não fiz outra coisa da minha vida a não ser me dedicar ao Projeto Linha Direta. Apesar de ainda não ter esposa nem filhos, sinto-me completamente realizado, pois doei todas as minhas energias para esse projeto de vida. Eu seria extremamente injusto comigo mesmo e com as oportunidades que a vida me proporcionou se dissesse que não me sinto plenamente realizado. Como presidente da empresa, não posso afirmar onde vamos parar. Só posso ter a certeza de que não vamos parar. Afinal, a cada nova conquista, outras surgem no horizonte como novos desafios!!! |